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Pilates na Condromalácia Patelar

06/10/2017 13:03:05
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Pilates na Condromalácia Patelar

O Pilates na Condromalácia patelar pode ser muito eficaz na melhora, principalmente pelo realinhamento e reequilíbrio dos músculos responsáveis pela estabilização da patela. Vamos saber um pouco mais sobre o mecanismo e etiologia da condromalácia patelar.

A condromalácia patelar é uma doenças das musculoesqueléticas mais frequentes no joelho. Seus sintomas consistem em dor difusa na face anterior do joelho,normalmente ao longo do aspecto medial da patela,podendo,também,serem diagnosticadas as dores retropatelar e na face lateral.

Esses sintomas são decorrentes de alterações estruturais ou biomecânicas da articulação, a qual se torna exacerbada por atividades como descer e subir escadas,sentar por um período prolongado, agachar ou ajoelhar, resultando no aumento das forças compressivas na articulação femoropatelar.

Desiquilíbrio Estático e Dinâmico

Nas alterações estáticas alguns autores destacam anormalidades como desvio da patela, mau alinhamento da patela nos côndilos femorais, patela alta ou baixa e angulo Q aumentado, anteversão femoral, pronação subtalar, rotação lateral da tíbia, encurtamento de retináculo lateral, trato iliotibial e isquiotibiais.

A patela é o ponto central onde convergem os elementos retinaculares, ligamentos, músculos, tendões e capsula sinovial. Por causa da incongruência e movimento da patela sobre o femur, o ponto de contato da patela muda com a flexão e extensão.

O tracionamento dinâmico da patela é afetado por uma série de forças que tendem a deslocá-la tanto medial como lateralmente. Essas forças entram em ação quando o sistema nervoso ativa dos músculos atuantes sobre a patela.

A principal estrutura responsável por ativar as forças exercidas na patela é o músculo quadríceps da coxa, que tem como função controlar a posição da patela em relação à tróclea, por meio das fibras oblíquas de suas porções medial e lateral, sendo os músculos vasto medial e vasto lateral.

O vasto medial oblíquo que faz parte do vasto medial é o principal estabilizador dinâmico da articulação femoropatelar, portanto uma atenção especial deve ser dada a esse estabilizador. Os músculos VMO e VL são propostas como possíveis causas de desequilíbrio.

O desequilíbrio dos estabilizadores dinâmicos está relacionado com as forças entre os músculos vasto medial oblíquo (VMO) e vasto lateral (VL), principais estabilizadores dinâmicos da patela, sendo esse desequilíbrio considerado o fator primordial para o surgimento dos sintomas, contribui para as forças de reação e compressão femoropatelar.

Cadeia Cinética Fechada ou Aberta?

Comumente considera-se que os exercícios em cadeia cinética fechada envolve exercícios com movimentos multiarticulares executados com a extremidade distal fixa, frequentemente com descarga de peso associada.

Esses exercícios geram a co-contração dos músculos agonistas e antagonistas, a fim de proporcionar maior estabilização articular, produzindo ainda menor carga de cisalhamento anterior da tíbia, aumentando a força de compressão tibiofemoral e diminuindo as forças compressivas femoropatelares perto da extensão.

A propriocepção também é um fator influente na escolha desses exercícios, pois se acredita que o feedback
seja mais eficiente graças às forças de compressão do corpo e o contato do pé com o chão, além de reproduzir movimentos funcionais comumente executados nas atividades de vida diárias.

O Pilates pode auxiliar onde?

como mencionado acima os exercícios em cadeia cinética fechada são os melhores, mas não quer dizer que exercícios em cadeia cinética aberta não possa ser executados, pelo contrario, mas deve-se observar a angulação de joelho na hora da execução.

portanto em cadeia cinética aberta pode executar exercícios de 0 a 15º e de 50 a 90º em indivíduos com DFP, sendo extremamente prejudicial realizar de 35 a 45º onde há maior contato de pressão da patela.

Segundo Fehr et al, devem ser evitados os últimos graus de extensão do joelho, já que nessa angulação há menor contato articular, porém, as forças compressivas são distribuídas sobre uma pequena área, aumentando o estresse femoropatelar.

Segundo Grossi et al., os últimos graus de extensão do joelho no exercício em cadeia cinética aberta proporcionam menor contato articular e, portanto, menor instabilidade.

Ocorre também maior estresse femoropatelar, já que o contato articular nessa angulação é menor e,  portanto,as forças compressivas, apesar de menores, são distribuídas numa menor área de contato,aumentando o estresse.

Vasto Medial Oblíquo (VMO)

O conceito de que o músculo VMO é mais ativo durante os últimos graus de extensão é amplamente aceito por Grossi, Pedro e Berzin e por Escamilla, Fleisig, Zheng, Barrentine, Wilk e Andrews. Como esse músculo é difícil de isolar, principalmente em cadeia cinética aberta.

Exercícios em cadeia cinética fechada nos primeiros 60 °de flexão do joelho são mais tolerados pelos indivíduos com DFP. Para Souza et al. na amplitude de 0 °a 50 °de flexão do joelho ocorrem as menores forças de cisalhamento anterior na articulação tibiofemoral.

Fehr et al. dizem que devem ser evitados ângulos acima de 45 °de flexão do joelho, pois, apesar de maior estabilidade articular com incremento da flexão, há também aumento das forças compressivas e maior estresse femorapatelares.

Para o fortalecimento seletivo do músculo VMO, o que se procura não é somente o arco de movimento em que apresente maior atividade, mas que também possa oferecer maior estabilidade, maior distribuição de forças compres-sivas e maior ativação em relação aos componentes laterais.

Na angulação de 90°, as forças compressivas são maximizadas e a força de cisalhamento é minimizada, facilitando não somente a atividade do músculo VMO, mas aumentando o contato patelar resultando em melhor congruência articular e nutrição sinovial.

Melhores Exercícios

Dentre os exercícios em CCF, o de agachamento é considerado seguro e efetivo graças ao efeito estabilizador da co-contração dos músculos quadríceps e isquiotibiais. Esse exercício deve ser realizado de 50 a 60º para não gerar pressão excessiva na articulação patelofemoral.

Sendo assim, para evitar disfunção femoropatelar, deve se evitar exercícios em CCF acima de 60º de flexão de joelho.

Agora ficou simples e fácil a aplicação do Pilates para esse público, né mesmo! Curta, compartilhe, ajude nos a ajudar outras pessoas.

 

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Artigo Escrito por

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Fisioterapeuta, Especialista Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Possui diversos Cursos de Pilates (Completo, Avançado em Suspensão, Patologias, Gestação, Alongamento Consciente, Atualização em Pilates) total de 14 cursos. Pesquisas e áreas do conhecimento em Reabilitação, biomecânica e Pilates – Coluna, Ombro e Quadril. Ministrante de Cursos de Pilates Completo e Avançado em Patologias Ortopédicas desde 2010.

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